“Ela gosta de Phil Collins, faz psicologia pelo mesmo motivo que leva 99% das estudantes da área a ingressar na tal ciência: queria antes se entender. Eu brinco sardonicamente, tentando imaginar onde se enfiarão seus pacientes já que ela se refugia dos problemas em cafés, às dez da noite, quase onze, papeando sobre sua infância e filmes favoritos com rapazes pobres e estranhos e metidos a escritor. Ela ri.”
“Mas amo, é o que importa. Amo demais. Sem discursos, sem frase de efeito, sem irresponsabilidades.”
“Eu não sou legal, não mesmo. Acho que sempre tenho razão e quando minhas previsões dão certo olho com a cara mais abominável do mundo, dou um sorriso irônico e falo o clássico eu-te-avisei. É que, em geral, eu tenho razão. Essa é a primeira –e mais importante – coisa que você precisa aprender a meu respeito. Não sei receber elogios, fico sem saber o que fazer, me atrapalho e acabo trocando de assunto – quando não troco as pernas e tropeço em algum canto de mim. Sorrio para disfarçar desconfortos. Se eu não gosto de você é bem provável que você tenha medo do meu olhar. E eu posso simplesmente não gostar de você de graça. Se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu me entrego. Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito.”
“E se perder?
Perdeu, ainda se
tem o mundo inteiro
pra se ganhar.”
“Eu amo as pessoas que me fazem rir. Sinceramente, acho que é a coisa que eu mais gosto, rir. Cura uma infinidade de males. É provavelmente a coisa mais importante em uma pessoa.”